domingo, 3 de outubro de 2010

U2 360º

Coimbra, 2 de Outubro de 2010. Estádio Cidade de Coimbra. Bancadas e Relvado sem espaços livres - primeira vez desde a sua existência. Palco monstruoso, imponente, assustador. Ruído ensurdecedor, horas de espera, em pé. Fanatismo. Expectativa. Concretização de um sonho. Dia e noite únicos. O verdadeiro espectáculo.

Sempre tive o sonho de assistir a um concerto dos U2. Desde os 5 anos que fui aprendendo algumas letras, ainda que no início apenas se tratassem de tentativas frustadas de cantar em "portinglês". "Uitówitóutxiu" como versão portuguesa do clássico "With or Without You". Não me arrependo de não ter ido a Alvalade em 2005. Não tenho dúvidas que a Tour 360º consegue superar todos os espectáculos anteriores em Portugal. Som, Imagem, Atitude em Palco, Mensagem, Causas, Amizade. Tudo em letras maiúsculas precisamente por considerar que estes atributos fazem parte dos U2 e de mais ninguém. Os Interpol "introduziram" a potência das centenas de colunas montadas no recinto. Música agradável, bons profissionais, talento e futuro promissor. U2. A Imagem é o Bono. Intrinsecamente ligado à História da Música, à Solidariedade, à Atitude. Um exemplo. A causa ONE, fundada pelo vocalista cresce exponencialmente, salva-vidas, melhora a qualidade de vida de países em dificuldades, transmite esperança. A música dos U2 torna-se especial precisamente por uma questão de Atitude, a força da sua Mensagem. Walk On transmite motivação para não se desistir da vida, da luta. One obriga a que todos nós sejamos um só na ajuda humanitária, no combate à "extreme poverty". Mais uma vez, não escrevi pobreza extrema porque a Mensagem "Fight Extreme Poverty" pode ser entendida por muitas mais pessoas, povos, culturas, governantes. A música dos U2 faz-me pensar. Por vezes, penso que o meu caminho é a reviravolta. Sair da faculdade e percorrer o Mundo, ajudando todos os que precisam. Compreendo quem considera a minha análise exagerada, mas para um fã que desde sempre acompanhou os U2, que sabe (quase) todas as letras das músicas, não tenho dúvidas que me apoiam e uma parte concorda, revê-se na minha opinião. Perguntam-me: "Como foi o Concerto?". Respondo: "Não tenho palavras para descrever exactamente o que senti/foi, mas o que se costuma dizer quando se gosta muito de um espectáculo é que foi espectacular". Na realidade foi muito mais do que isso. Para mim, Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. são as únicas pessoas no Mundo que conseguem ser "Diplomatas Musicais". Não utilizam palavras difíceis. Não precisam de almoços e jantares de luxo ou conferências de imprensa vestidos de fato para dizerem o que sentem. Simplesmente cantam! De facto, cantar é a melhor forma de transmitir sentimentos. A música tem esse poder! Voltem rápido antes que eu vá ter convosco a algum lado. Tal como a música do novo álbum, o concerto foi simplesmente um "Moment of Surrender".

Continuem, parabéns, obrigado e até já!

Neste link podem aderir gratuitamente à Causa "ONE". Um minuto é suficiente!

One International

Um bom exemplo:

4 comentários:

  1. Na realidade poderia ter abordado a abertura dos Interpol... Não o fiz porque me centrei particularmente na mensagem dos U2. Mas tiveram uma boa actuação e são uma banda com muito futuro ;)

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  2. Com muito futuro? Mas eles já vão no quarto álbum! São uma grande banda do presente... apenas não chegaram ao circuito mainstream... e ainda bem! :)
    vou verificar in loco a qualidade das suas actuações ao vivo no próximo dia 12! :)

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  3. Quando digo que têm futuro refiro-me precisamente ao facto de não terem atingido o circuito mainstream, mas acredito que têm potencial para o fazer apesar do estilo muito selectivo e característico - não é qualquer pessoa que consegue gostar de Interpol. Já agora, como foi o concerto?

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